Do amor

Doamos nosso amor sem perceber, como se fosse um conta-gotas, deixamos gotejar dia após dia até que um dia nos damos conta da sua grandeza. E quando este dia chega, nada mais tem controle. É como se fosse um rio descendo uma encosta: arrasador, forte, impetuoso.

Poucas vezes sentimos verdadeiramente o amor, embora achamos que o encontramos de tempos em tempos, basta que alguém nos invada e faça a diferença, ínfima que seja para que acreditemos que o amor bateu á nossa porta. É verdade que confundimos o amor com carência, medo de solidão ou qualquer coisa que nos tire do eixo, do centro daquilo que somos.

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